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Partido adota postura de independência, orienta saída de filiados do governo e inicia articulações para construção de projeto próprio em Santa Catarina:
O MDB de Santa Catarina oficializou o rompimento com o governo do governador Jorginho Mello (PL) e definiu uma nova postura política de independência. A decisão foi tomada durante reunião extraordinária do diretório estadual, realizada nesta segunda-feira (26), em Florianópolis, e tem como primeiro desdobramento prático a saída do deputado federal Carlos Chiodini da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.
Deputado federal, presidente estadual do MDB e vice-presidente nacional da legenda, Chiodini comunicou ao governador sua decisão de deixar o cargo após reunião realizada na tarde desta segunda-feira (26). Com isso, ele retorna integralmente à Câmara dos Deputados, em Brasília, onde passa a se dedicar ao mandato parlamentar e às articulações políticas e eleitorais deste ano.
Nos bastidores, o clima no MDB é de forte insatisfação. Lideranças do partido classificam como traição, considerada vergonhosa e sem escrúpulos, o rompimento de acordos que estavam encaminhados e, em alguns casos, apalavrados de forma pública pelo governador. Apesar da chateação profunda, a reação do partido foi estratégica e comedida no discurso oficial, com o objetivo de manter canais de diálogo abertos.
O documento aprovado pelo diretório estadual define a posição de independência do MDB e orienta que seus filiados deixem cargos e funções no Governo do Estado. Ao mesmo tempo, ressalta que, “independentemente de posicionamentos no campo político-eleitoral”, a sigla seguirá apoiando, na Assembleia Legislativa, projetos que sejam de interesse de Santa Catarina e da população, mantendo uma postura de responsabilidade institucional.
A reunião, realizada no Hotel Castelmar, durou cerca de duas horas e contou com a presença de lideranças históricas do partido, como o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, crítico desde o início da participação do MDB no governo Jorginho Mello, e o ex-deputado Moacir Sopelsa, que também se posicionava contra a aliança.
Com a saída do governo, o MDB passa a trabalhar abertamente na construção de um projeto próprio para a disputa do Governo do Estado. Segundo o deputado federal Valdir Cobalchini, vice-presidente estadual do partido, as conversas com outras siglas começam nesta quarta-feira (28), tendo o PSD como o primeiro partido a ser procurado.
No papel, o caminho da independência e do projeto próprio está definido. Na prática, a grande incógnita passa a ser a escolha de um nome competitivo e agregador, capaz de enfrentar o governador Jorginho Mello (PL), o prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) e, possivelmente, Gelson Merísio, no próximo pleito estadual.
Por: Carlos César / Super News.