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Chuva transforma rodovia de chão batido entre Canoinhas e Timbó Grande em armadilha para motoristas; pavimentação histórica segue apenas no discurso:
A SC-120 pede socorro — e a situação registrada nesta semana deixa isso evidente. A chuva entre a noite de quarta-feira (31) e a madrugada desta quinta-feira (1º) transformou o antigo “poeirão” em lama, buracos cheios de água e pontos de alagamento no trecho entre Canoinhas e Timbó Grande. A rodovia de chão batido voltou a se tornar praticamente intransitável, escancarando o abandono enfrentado por quem depende da estrada diariamente.
São 43 quilômetros estratégicos para o Planalto Norte, fundamentais para o escoamento da produção florestal e para o deslocamento de trabalhadores, estudantes e moradores. O tráfego intenso de caminhões pesados, aliado à falta de pavimentação, agrava ainda mais a degradação do solo. O resultado é uma estrada que não suporta nem períodos de estiagem, quando a poeira domina, nem dias de chuva, quando o barro toma conta.
Há poucos dias, moradores já denunciavam os riscos causados pela nuvem de pó, com baixa visibilidade e prejuízos à saúde. Com a virada do tempo, o problema apenas mudou de forma, mas manteve a gravidade. Veículos enfrentam dificuldades para transitar, o transporte escolar é prejudicado e o acesso às comunidades fica comprometido, evidenciando que a SC-120 representa um risco constante.
Apesar de ser uma demanda histórica, a pavimentação segue sem prazo concreto. O Governo do Estado informou que, por enquanto, está prevista apenas a contratação do projeto de engenharia ainda neste ano. O próprio governador Jorginho Mello (PL) já admitiu que a obra pode ficar para um eventual segundo mandato. Para a população da região, isso soa como mais uma promessa distante, enquanto a SC-120 continua castigando quem depende dela todos os dias.
