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Médico é condenado por violência sexual contra pacientes no Norte de SC

Em São Bento do Sul, um médico clínico-geral se viu no banco dos réus após ser denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por violação sexual mediante fraude. Ele foi condenado a cumprir uma pena de oito anos, dez meses e cinco dias em regime fechado, por abusar sexualmente de seis pacientes durante consultas em sua clínica particular. A condenação se baseou no artigo 215 do Código Penal, que trata da violação sexual. Além disso, o juiz da Vara Criminal da Comarca de São Bento do Sul determinou que o réu pagasse R$ 10 mil de indenização a cada uma das vítimas, como forma de reparação pelos danos morais causados.

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A denúncia da 2ª Promotoria de Justiça revela que os crimes ocorreram entre maio de 2019 e fevereiro de 2020, quando as vítimas buscavam atendimento médico em busca de ajuda. O médico, aproveitando-se de sua posição, induzia as mulheres a realizarem exames desnecessários e, durante esses momentos, praticava atos libidinosos.

Um dos relatos mais impactantes envolve uma paciente que foi à clínica para confirmar uma gravidez. Nela, o médico solicitou que retirasse a calça e se deitasse na maca, momento em que cometeu o abuso. Outro caso relata uma mulher que, ao procurar atendimento para dores estomacais, também foi submetida a toques inadequados, sob a justificativa de exames clínicos.

No total, três vítimas relataram experiências similares, onde foram tocadas de maneira imprópria durante consultas que deveriam se focar apenas no diagnóstico médico. O médico tentava justificar essas ações como parte dos procedimentos clínicos, mas essas práticas claramente ultrapassaram qualquer necessidade médica. Um outro relato ainda menciona uma mulher que, ao realizar um exame periódico solicitado pelo empregador, também foi alvo de toques indevidos durante a ausculta.

Para a promotora de Justiça Gabriela Arenhart, essa condenação é um passo significativo em busca de justiça para as vítimas, destacando a importância de responsabilizar casos de abuso de poder e violação da dignidade humana na área da saúde. Ela ressalta que essa decisão é uma vitória para o sistema judicial, que deve sempre proteger os direitos das vítimas e garantir que atos de violência sexual não fiquem impunes.




03/04/2025 – Super FM

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