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Ao menos 30 estão desaparecidos após deslizamento de terra no Paraná

Ao menos 30 pessoas estão desaparecidas sob a lama que atingiu a BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná, na última segunda-feira (28), após grande deslizamento de terra causado pelas chuvas ininterruptas na região. Dois corpos foram encontrados até agora e seis pessoas foram resgatadas com vida.

Segundo a Polícia Científica, um dos mortos já foi identificado: é João Maria Pires, 60, natural de São Francisco do Sul (SC).

O número exato de vítimas, no entanto, ainda não é preciso, pois não é possível saber quantas pessoas estavam em cada um dos 16 veículos soterrados, sendo dez carros e seis caminhões -o número inicial informado pelas autoridades tinha sido de 21 veículos.

Após a paralisação dos trabalhos na madrugada de terça (29), por risco de novos desabamentos, o Corpo de Bombeiros do Paraná retomou as buscas por outras vítimas na manhã desta quarta-feira (30) e conseguiu retirar três veículos e uma carreta que estavam na parte superior da pista. No caminhão estava um dos mortos.

A operação de resgate inclui 56 bombeiros, cães farejadores, forças de segurança do Paraná e de Santa Catarina e uma câmera termal, que identifica calor corporal. Até o fim desta manhã, porém, nenhum sinal de sobreviventes havia sido detectado, informou a corporação.

Outros dez pontos de pequenos deslizamentos foram identificados e podem resultar em novos desabamentos de terra, o que impossibilita uma previsão de liberação das pistas, totalmente interditadas desde segunda à noite.

Também há deslizamento e interdição no quilômetro 60 da BR-277, sentido litoral do estado. No sentido Curitiba, a via já foi liberada, de acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Na BR-116 também há interdições parciais no quilômetro 51, sentido São Paulo, e no quilômetro 58, sentido Curitiba.

A Estrada da Graciosa, outro caminho para o litoral, está também totalmente interditada entre os quilômetros 8 e 12, sem previsão de liberação.

PORTO

O pátio público de triagem do Porto de Paranaguá amanheceu com apenas três veículos. Segundo dados da diretoria de operações, até as 8h30 desta quarta apenas quatro caminhões deram entrada no local.

Na terça, durante todo o dia, foram 141. O fluxo normal de caminhões no porto é de 400 por dia.

Apesar do baixo fluxo na recepção das cargas de granéis sólidos vegetais de exportação -principal segmento operado pelo Porto de Paranaguá- ainda não é possível falar em prejuízos. Os operadores e terminais operam com estoque, o que possibilita operações pelo menos até o final de semana.

De acordo com a gerência de operação, se a situação não for normalizada até lá, a partir da próxima semana deve haver dificuldade na recepção de cargas para embarque dos navios.

Novos cadastros de caminhões foram suspensos. Os veículos que conseguirem chegar ao porto, mesmo com o agendamento vencido, serão recebidos no pátio de triagem.

Mesmo após a liberação das estradas, o que não tem previsão de acontecer, as liberações e novos agendamentos ficarão suspensos por 12 horas para que os veículos retidos possam ser recepcionados. O cadastramento será normalizado somente após esse período.

TRANSPORTE COLETIVO

Por conta das interdições houve um intenso tráfego de veículos na BR-116, impactando diretamente o atendimento do transporte coletivo dos municípios de Fazenda Rio Grande, Mandirituba e Quitandinha, na região metropolitana de Curitiba. Cerca de 34 mil usuários fazem uso destas linhas.

Com isso, a Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) autorizou desvios de rotas, que também passaram a apresentar intenso tráfego, tornando-se inviáveis. Apesar do reforço com veículos extras, houve grande lentidão no trânsito local.

A paralisação nas rodovias também impactou a rodoviária de Curitiba, que precisou cancelar 65 viagens até esta manhã: 29 para Santa Catarina, 6 para o Rio Grande do Sul e 30 para o litoral paranaense.

Pela rota da BR-116, estão sendo realizadas algumas poucas viagens para Florianópolis e cidades do Rio Grande do Sul. Todas as linhas intermunicipais de transporte comercial de passageiros entre a Grande Curitiba e o litoral estão suspensas.

PACIENTES

A Prefeitura de Curitiba precisou abrigar 45 pacientes que chegaram do litoral para tratamento médico e não conseguiram retornar para casa.

Entre eles, há pessoas em tratamento oncológico e um transplantado, além de acompanhantes. No total, são 17 homens e 28 mulheres, incluindo crianças e idosos.

Segundo a prefeitura, todos estão em condições estáveis de saúde e foram encaminhados para diferentes espaços, de acordo com o perfil.

A Secretaria da Segurança Alimentar e Nutricional informou que o abastecimento de alimentos para a capital não foi afetado, sendo suficiente para os próximos 15 dias, não havendo, assim, necessidade de a população estocar alimentos.

Fonte: FolhaPress




30/11/2022 – Super FM

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