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Vice-prefeito Cleitinho Martins afirma que 2026 terá como prioridade a reestruturação do sistema, com investimento estimado em R$ 40 milhões:
O abastecimento de água em Papanduva tem sido um dos temas mais delicados enfrentados pelo município nos últimos anos. As limitações estruturais do sistema atual, especialmente a capacidade insuficiente do reservatório, impedem que o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) consiga atender plenamente toda a demanda da população.
Criado pela Lei nº 1.715, de 8 de julho de 2005, o SAMAE é uma autarquia da Prefeitura de Papanduva responsável pelos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto sanitário no município. A municipalização ocorreu após o encerramento, em dezembro de 2005, da concessão que mantinha os serviços sob responsabilidade da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN) por cerca de 30 anos.
Desde então, o SAMAE tem promovido melhorias contínuas nos processos de captação, tratamento e distribuição de água. No entanto, o crescimento do município e a defasagem estrutural do sistema fizeram com que os investimentos necessários superassem a capacidade operacional e financeira atual da autarquia.
Atualmente, o SAMAE conta com 18 servidores efetivos, distribuídos entre as áreas administrativa, comercial e técnica, além de uma frota composta por três veículos e uma motocicleta, utilizada para atendimento de ocorrências, manutenções e serviços de campo. Mesmo com os esforços das equipes, a estrutura existente já não comporta a demanda necessária para garantir regularidade e segurança no abastecimento.
Em entrevista à Super FM 89.1, o vice-prefeito Cleitinho Martins, que atua como prefeito interino durante as férias do prefeito Tafa, afirmou que 2026 terá como principal objetivo a busca por uma parceria para reestruturar o sistema de abastecimento de água, incluindo a possibilidade de concessão dos serviços do SAMAE à iniciativa privada.
Segundo Cleitinho, a proposta não envolve o desligamento dos servidores, mas sim a realocação dos funcionários, garantindo a preservação dos empregos e aproveitando a experiência técnica dos profissionais. A meta é melhorar significativamente a qualidade do atendimento à população, ampliar a capacidade de reservação e modernizar toda a infraestrutura.
“Hoje o SAMAE, nas condições que tem, não consegue abastecer o município como deveria. Nosso reservatório não comporta a demanda atual. Precisamos de uma solução estrutural e definitiva”, destacou o prefeito interino.
De acordo com Cleitinho Martins, os estudos iniciais apontam para a necessidade de um investimento médio de R$ 40 milhões, valor considerado o ponto de partida para viabilizar as melhorias no sistema de abastecimento, incluindo ampliação de reservatórios, modernização de redes, captação e tratamento de água.
A administração municipal avalia que a parceria poderá trazer mais agilidade na tomada de decisões, capacidade de investimento e eficiência operacional, mantendo o compromisso com a preservação ambiental e a qualidade de vida da população papanduvense.
O tema deverá ser amplamente debatido ao longo de 2026, envolvendo poder público, servidores, órgãos de controle e a comunidade, já que o abastecimento de água é um serviço essencial e estratégico para o desenvolvimento do município.